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O Regresso da Romaria

Este ano as festividades voltam em força. Depois de dois anos com uma programação fortemente condicionada pela pandemia e com uma festa a ser sentida “à distância”, a Romaria de 2022 promete um regresso grandioso.

Somos Todos Romaria

Mês de Agosto é sinónimo de inúmeras atrações: as férias e a praia (para muitos), o regresso dos migrantes, as festas populares, entre outras. É neste mês que acontece, desde 1783, a Romaria em honra da Nossa Senhora da Agonia, em Viana do Castelo. 

Numa festa que se tornou, com o passar do tempo, uma da maiores e mais belas do nosso país, reina a tradição e a sua ligação profunda ao Mar e a Sua Gente.

“Peregrinação a Nossa Senhora da Agonia – Viana do Castelo”. Pintura de Alfredo Januário de Moraes (1872-1971)

A história da Romaria

Os dados variam, mas é certa a longevidade desta adoração: remonta a algures entre os séculos XVII e XVIII a devoção da cidade à padroeira dos pescadores. Estes agradecem, desde então, a sua proteção nas atividades piscatórias, e nas adversidades que delas advém, na forma de tempestades e naufrágios. 

Tudo começou na Capela do Bom Jesus do Santo Sepulcro do Calvário, edificada em 1674 e, mais tarde, votada ao culto mariano, na qual se passou a chamar, em 1706, Capela de Nossa Senhora da Soledade. Só em 1744 passou ao seu título definitivo de Nossa Senhora da Agonia, ampliada e benzida mais tarde e, desde 1783, lugar da Missa Solene anual no dia 20 de agosto, data essa que passaria a feriado municipal e marcaria o dia principal da Romaria.

Três dias de tradição

A Santa é hoje rainha das romarias e das variadas tradições daquela que é reconhecida, unanimemente, como a maior festa popular portuguesa, repetida anualmente durante os dias 18, 19 e 20 de agosto

Estes três dias são marcados por vários cortejos, ricos em música e trajes tradicionais minhotos, a habitual procissão ao mar, a comida e bebida portuguesas nos inúmeros tascos e restaurantes que servem os milhares de visitantes e, como ponto de exclamação final, o fogo de artifício (designado “fogo do Meio ou da Santa“) cuja brilhante cascata de cores e padrões anuncia o fim das festividades.

A Mordomia

“Então é assim;

Trazer ouro no pescoço

Brinquinhos a dar a dar

É bonita gosto dela

Tem olhos de namorar.”

Francisco Sampaio

O primeiro cortejo é o Desfile da Mordomia, que acontece no dia 18. Aqui brilham os trajes tradicionais vianenses, desde as lavradeiras às varinas, até aos mais refinados trajes das mordomas, usados por centenas de mulheres minhotas. 

Sai também à rua o ouro (as Custódias, a Cruz de Malta, as Arrecadas de Viana, o Colar de Contas, os Brincos à Rainha, o Coração de Viana, etc.), naquela que é a maior montra de ouro ao ar livre do país e que marca também a passagem de testemunho de muitos adereços geracionais, com peças de família seculares a serem carregadas ao peito, em alguns dos casos, por um novo membro da família, não deixando morrer, assim, a tradição. 

O cortejo é também notório pelos seus bombos e pelo desfile de ”Gigantones”, figura emblemática trazida há mais de cem anos de Santiago de Compostela.

A Procissão Solene

Segue-se a Procissão Solene em honra à Nossa Senhora da Agonia, no dia 19. Este é o momento mais religioso da Romaria, onde reina o silêncio e o respeito pela padroeira, e onde Viana vê passar as imagens de Nossa Senhora dos Mares, da Nossa Senhora da Assunção, da Nossa Senhora Monserrate e a do Senhor do Aflitos, vindos da igreja de S. Domingos indo ao encontro do andor de Nossa Senhora d’Agonia, este sendo o primeiro a chegar e a aguardar no santuário. Manda a tradição que que as varandas sejam cobertas de colchas típicas e das janelas sejam atiradas flores ao passar da procissão. 

É a fé e devoção que reina nas ruas de Viana e serve de força locomotora aos homens que carregam os andores, por entre as mais de uma centena de figurantes, representantes de conhecidos quadros bíblicos.

Neste mesmo dia dá-se início à confeção dos Tapetes Coloridos, nas Ruas da Ribeira, atividade que pode ficar a conhecer melhor aqui.

A Procissão ao Mar

Finalmente, no dia 20 realiza-se a Procissão ao Mar. Este é o dia de Nossa Senhora da Agonia e as preces são o ponto alto do dia, numa cerimónia onde se agradece a sua proteção e se cumprem eventuais promessas. 

Centenas de embarcações, devidamente ornamentadas, esperam pelos andores, carregados pelos homens vestidos a preceito, com as suas melhores camisas aos quadrados, e estas são abençoadas aquando da chegada da padroeira para, depois, a levarem ao mar juntamente com as imagens de Nossa Senhora d’Agonia, de Nossa Senhora de Monserrate, de Nossa Senhora dos Mares e de São Pedro. 

Regressada ao cais, a procissão é recebida pelos belíssimos Tapetes de Sal (confecionados durante a noite) e por eles abre caminho até ao adro da Igreja, onde a procissão termina sob uma sentida vénia pública à Senhora.

Programa Romaria 2022

E assim será, segundo o programa de festas para 2022, publicado pela sua comissão. Serão cinco dias de destaque, mas muitos mais de atividades, com a Romaria a ter início oficialmente no dia 6 de agosto. 

Num programa repleto de momentos tradicionais que regressam, além das já referidas, podemos ainda contar com o Cortejo Histórico/Etnográfico, o Desfile “Vamos para a Romaria”, concertos musicais, festivais de folclore, a Festa do Traje, Feira de Artesanato, encontro de bandas filarmónica, entre muitas outras. O programa completo das Festa da Agonia deste ano pode ser encontrado aqui.

A Festa do Traje

Um dos destaques desta e de qualquer edição das Festas, é sempre a Festa do Traje. Ocorre no Centro Cultural de Viana do Castelo e, este ano, acontece no dia 20. Trata-se, tal como se pode ler no site da Câmara Municipal de Viana, de uma “lição de história e cultura, mas na forma de festa, por entre muita dança e música. Junta a beleza e riqueza de todos os detalhes do traje típico de Viana do Castelo ao rigor de uma cuidadosa explicação dos homens e mulheres mais conhecedores do assunto. 

Um quadro ímpar, de homenagem à etnografia e ao folclore do Alto Minho, em que os curiosos e amantes da tradição são desafiados a perceberem a origem e história dos usos e costumes associados ao traje e, a arte de bem trajar e ‘ourar’ pela genuína moça de Viana. O traje em linho, com várias cores características e formas, é um símbolo da região que a mulher de Viana envergou até aos finais do século XIX consoante a ocasião, momento da vida e o seu estatuto. O uso do ouro manifestava a riqueza da família, mas sobretudo o orgulho da mulher”.

Os Trajes

Os trajes, como símbolo proeminente da região, são sempre um dos pontos de maior interesse e apreço por parte dos muitos que enchem a cidade de Viana nesta época. O traje vianense, de forte primeiro impacto pela sua exuberância e beleza, é tido como um espelho da identidade e alma minhotas. 

No Museu do Traje podemos ficar a conhecer as suas variedades, com diversos exemplares únicos, e também aprender mais sobre a sua história. Localizado no centro histórico da cidade, o Museu foi criado em 1997 com a “missão de estudar e divulgar a identidade e o património etnográfico vianense através do seu expoente máximo, o traje à vianêsa”.

O cartaz da Romaria D'Agonia

O cartaz, esse já foi selecionado e encontra-se já espalhado pela cidade. Todos os anos, desde 2010, o cartaz é escolhido através de concurso público e várias dezenas de participantes tentam fazer parte da história das festas da cidade e das incontáveis montras públicas onde o cartaz é exposto. 

Estão assim reunidas todas as condições para o regresso da Romaria. Definida a programação e com o povo ansioso por trazer de volta a tradição, Viana prepara-se para fazer jus às inúmeras distinções que tem vindo a receber – de destacar o prémio Declaração de Interesse para o Turismo, em 2013, e o prémio Cinco Estrelas Regiões, em 2020 -, e fazer valer também a sua notoriedade, mais do que comprovada, de maior festa popular do país.

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